Perdes o cheiro e o receio do mundo toma conta de ti.
Perdes o toque e vais a reboque de sentimentos que não são teus.
Perdes a audição e deixas de ouvir o som do teu próprio coração.
Deixas de ver e passas a ler nos outros aquilo que devias ser tu.
Não provas mais nada, para o sabor das pessoas não te voltar a enganar.
O que é de ti, neste sentido desavindo de não ter sentidos que cheguem para viver?
Martha Mendes
(Macau, 14 Dezembro 2008)