Viajo sem bilhete de retorno,
pelo corno do mundo,
nas páginas várias
dos livros e da leitura.
Encontro novas ruas,
a cada nova linha.
Abro um livro
e na abertura desse mundo novo,
desse ovo de começo,
caminho pelas palavras
como notas musicais.
As frases são árias,
guia de melodias várias,
onde encontro gente, animais,
paladares, lugares,
sons, tons,
de todas as cores,
de todos os sítios.
Abro um livro
e ausento-me de onde estou.
De mão dada com a história,
encontro um outro espaço.
Na palavra escrita,
na memória de um livro,
encontro um abraço.
Martha Mendes
(27 Março de 2012)
terça-feira, 27 de março de 2012
quarta-feira, 21 de março de 2012
Dia Mundial da Poesia
Para todos aqueles que não podem viver sem ela,
feliz Dia Mundial da Poesia.
21 de Março de 2012
feliz Dia Mundial da Poesia.
21 de Março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
Primícias da manhã
Amanhece o dia
com a luz do recomeço.
Meço cada centímetro do teu cabelo,
belo, como a luz que inunda a manhã.
Outro dia virá amanhecer.
Vamos ser o que pudermos,
o que a vida nos deixou conhecer.
Amanhecerá o dia
para nova esperança.
Na ânsia renovada de ser outra vez,
lês as páginas em branco,
por escrever.
O que falta
atinge-te com um solavanco na alma.
E eu, com medo do medo,
Atrelo o meu coração ao teu,
meço cada centímetro do teu cabelo.
Conto cada poro da tua pele,
que pincelo de carícias com os meus dedos,
enquanto ela expele
primícias do resto da nossa vida.
Martha Mendes
(18 Março de 2012)
com a luz do recomeço.
Meço cada centímetro do teu cabelo,
belo, como a luz que inunda a manhã.
Outro dia virá amanhecer.
Vamos ser o que pudermos,
o que a vida nos deixou conhecer.
Amanhecerá o dia
para nova esperança.
Na ânsia renovada de ser outra vez,
lês as páginas em branco,
por escrever.
O que falta
atinge-te com um solavanco na alma.
E eu, com medo do medo,
Atrelo o meu coração ao teu,
meço cada centímetro do teu cabelo.
Conto cada poro da tua pele,
que pincelo de carícias com os meus dedos,
enquanto ela expele
primícias do resto da nossa vida.
Martha Mendes
(18 Março de 2012)
quarta-feira, 14 de março de 2012
Turbilhão
Tantas cores nos olhos
que choram por hábito.
Tantas dúvidas na cabeça que habito.
Tantos timbres na voz
de quem grita sem ser ouvido.
Tantos nós nos rolos de fio da vida,
tantos pós que a morte gerou.
Tamanhos calos nas mãos
dos que escavam em vão
e vão, assim, escavando o seu último abrigo,
à procura da alma que perderam no tempo.
Quanto escuro na luz de todos os dias.
Mãos frias no calor da noite.
Mói-te ter de fechar a caixa aos que amas.
Mói-te não ter escamas que protejam o coração,
nem camas onde deitar a alma,
quando ela adormece,
no meio do turbilhão.
Martha Mendes
(12 Março 2012)
que choram por hábito.
Tantas dúvidas na cabeça que habito.
Tantos timbres na voz
de quem grita sem ser ouvido.
Tantos nós nos rolos de fio da vida,
tantos pós que a morte gerou.
Tamanhos calos nas mãos
dos que escavam em vão
e vão, assim, escavando o seu último abrigo,
à procura da alma que perderam no tempo.
Quanto escuro na luz de todos os dias.
Mãos frias no calor da noite.
Mói-te ter de fechar a caixa aos que amas.
Mói-te não ter escamas que protejam o coração,
nem camas onde deitar a alma,
quando ela adormece,
no meio do turbilhão.
Martha Mendes
(12 Março 2012)
terça-feira, 6 de março de 2012
A Janela do Leopoldino

A Janela Do Leopoldino, livro da autoria de Martha Mendes e ilustrado por Inês Murta, vai ser apresentado na FNAC do Fórum Coimbra, este Sábado, 10 de Março, pelas 17 horas. No dia seguinte, 11 de Março, uma nova apresentação do livro terá lugar na FNAC do LeiriaShopping.
São todos muito bem-vindos :)
Martha Mendes
(6 Março de 2012)
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