O dia acordou castanho.
Rangem as madeiras.
Desfazem-se folhas secas.
O vento sopra num grito de estanho
de tom pardacento
e conta estórias que trouxe de longe
enquanto o frio unge a pele.
O tamanho do mundo está mais pequeno
hoje que o dia acordou castanho.
Presente,
por entre os tons de Outono,
vou e venho
ao futuro e ao passado.
Passaram mil estações
mas nunca parei de correr.
Cem vezes acusado
de não me deixar morrer.
Passaram mil estações de castanho.
Estranho continuar aqui.
Martha Mendes
(9 Dezembro de 2009)
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
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