Só tenho hoje
De entre o tempo que me foge
Para me arrepender.
Só tenho hoje
De entre o tempo que me foge
Para voltar atrás.
Só tenho hoje
De entre o tempo que me foge
Para começar a viver.
Só tenho hoje para sentir.
Só tenho hoje para parar.
De entre o tempo que me foge
Só tenho hoje
Para recomeçar.
Martha Mendes
(30 Março 2009)
segunda-feira, 30 de março de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
Um tempo
No toque do vento
Na humidade da terra
No ponto mais alto da montanha,
ou no último recanto da caverna,
passa um tempo a que sou estranha.
No toque do vento,
na humidade da terra,
de mim me ausento.
Lua cheia, meia-lua,
E passa um tempo que acentua a vida.
No barulho da rua
No entulho das memórias que enchem a alma,
perco a calma,
sobe a maré.
E passa um tempo que me rouba a fé.
Martha Mendes
(25 Março 2009)
Na humidade da terra
No ponto mais alto da montanha,
ou no último recanto da caverna,
passa um tempo a que sou estranha.
No toque do vento,
na humidade da terra,
de mim me ausento.
Lua cheia, meia-lua,
E passa um tempo que acentua a vida.
No barulho da rua
No entulho das memórias que enchem a alma,
perco a calma,
sobe a maré.
E passa um tempo que me rouba a fé.
Martha Mendes
(25 Março 2009)
quinta-feira, 19 de março de 2009
A corrida
Conto as contas à vida
Pico o ponto
Ato as pontas
e continuo a corrida.
Amarro as cordas
mas as pontas soltas
dão voltas à linha.
Acordas a suar a febre.
Contas as pontas soltas da vida.
Sou gato por lebre,
batalha vencida,
e continuo a corrida.
Martha Mendes
(19 Março 2009)
Pico o ponto
Ato as pontas
e continuo a corrida.
Amarro as cordas
mas as pontas soltas
dão voltas à linha.
Acordas a suar a febre.
Contas as pontas soltas da vida.
Sou gato por lebre,
batalha vencida,
e continuo a corrida.
Martha Mendes
(19 Março 2009)
Subscrever:
Mensagens (Atom)