Verdades.
Mentiras.
Contos e contas
e tiras do que fomos.
Gnomos que nos guardam segredo.
Desse tesouro, desse credo.
As horas, os dias e os anos
Fulanos e Beltranos que habitam num só.
Tantas cores a preto e branco
No banco daquele jardim.
Pensamento saltimbanco
Que não pára de fugir de mim.
Fulanos e Beltranos que habitam num só.
As horas, os dias e os anos.
Seremos pó: as verdades e as mentiras,
os segredos e os gnomos ufanos.
Pó. Seremos pó.
Martha Mendes
(18 Novembro de 2009)
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Laranja Amarga
Laranja amarga
Sabor a lembrança
Sem doçura
Encontro amêndoa amarga
Na abundância do teu corpo
Raio a loucura
A cada gomo amargo
Travo de procura
Promessa de cura na
Laranja amarga de
Casca fina.
Pele dançarina
Sobre os gomos
Desta fruta proibida
Bebo-lhe o sumo
Embebida de ti.
Martha Mendes
(16 Novembro de 2009)
Sabor a lembrança
Sem doçura
Encontro amêndoa amarga
Na abundância do teu corpo
Raio a loucura
A cada gomo amargo
Travo de procura
Promessa de cura na
Laranja amarga de
Casca fina.
Pele dançarina
Sobre os gomos
Desta fruta proibida
Bebo-lhe o sumo
Embebida de ti.
Martha Mendes
(16 Novembro de 2009)
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