Vermelho e quente, o sangue.
Sangue novo, sangue velho.
com a seiva encarnada comprovo
a verdade abandonada do espelho da carne.
Água.
Fria e verdadeira, a água.
Arruaceira que molha os corpos,
a chuva caída do céu.
Tu e eu.
Sangue e água.
Vida que desagua em mim.
Boomerang que volta sempre.
O sangue vermelho verdadeiro
Do frio e do quente
Água ausente
na seca solitária de abalar.
Sangue teu nas veias minhas
que incendeias quando és água em mim
de tanto me amar.
Martha Mendes
(27 de Agosto 2008)