sábado, 7 de junho de 2008

Ausente de Mim

A trovoada na rua
rompe o vazio dentro de mim.
O eco vindo do céu escuro
encontra-me nua do que quis ser.

Sozinha, fico à minha procura.
Vasculho todos os recantos,
enquanto me instauro nesta tortura de te ter ausente de mim.

Sozinha, trilho caminhos que não conheço.
Perdida.
Sem mapa.
Tropeço.

Sozinha, procuro por mim.
Sem bússola.
Sem rota.
Sem ti.

Sozinha, procuro-me demente.
Até que ausente do que fui
encontro o fim.

Martha Mendes
(Março de 2008)