Não há rosas pretas
nem borboletas debaixo da terra.
Não há chave que abra a porta que emperra
nem líquido que tire a ferrugem das letras.
Não há rosas pretas
nem preto encarnado
no jogo viciado
de procurar rosas pretas
num campo relvado.
Martha Mendes
(Macau, 5 Janeiro 2009)