É cinzento e veste preto
este cimento que paralisa.
É um frio na espinha,
precipício que se adivinha no fim de cada rua.
É um caminho escuro,
reflexo que te mostra nua num quarto fechado.
É estar isolado, cheio de gente.
Máscara sem furo para respirar
nas brumas do nevoeiro demente.
Silêncio que zumbe calado
no discurso mudo, inconsciente.
Martha Mendes
(Macau, 5 Janeiro 2008)