Verdades.
Mentiras.
Contos e contas
e tiras do que fomos.
Gnomos que nos guardam segredo.
Desse tesouro, desse credo.
As horas, os dias e os anos
Fulanos e Beltranos que habitam num só.
Tantas cores a preto e branco
No banco daquele jardim.
Pensamento saltimbanco
Que não pára de fugir de mim.
Fulanos e Beltranos que habitam num só.
As horas, os dias e os anos.
Seremos pó: as verdades e as mentiras,
os segredos e os gnomos ufanos.
Pó. Seremos pó.
Martha Mendes
(18 Novembro de 2009)